
Pode-se caracterizar a SIBO quando ocorre o crescimento excessivo de microrganismos no intestino delgado. Tal malefício pode ser assintomático ou sintomático.
Como sintomas, destacam-se:
– Diarreia
– Dor ou desconforto abdominal e inchaço
– Constipação, náuseas
– Perda de peso
– Flatulências
– Febre
– Sensibilidade à dor
– Gastroparesia (atraso no esvaziamento gástrico)
– Esteatorreia (fezes acompanhadas de gordura)
– Por fim, sinais como má absorção de nutrientes como vitaminas lipossolúveis, vitamina B12, ferro, ácidos biliares e folato nos glóbulos vermelhos têm sido associados à SIBO.
A incidência é maior em pessoas que apresentam condições como doença de Crohn, colite ulcerativa, síndrome de fadiga crônica e fibromialgia ou que foram submetidas a cirurgias do aparelho digestório.
A tendência para a SIBO ocorre quando há a diminuição da secreção gástrica de ácido clorídrico, redução da motilidade do intestino delgado, distúrbios na função imune e anormalidades anatômicas. Podem ainda estar relacionados à doença o desequilíbrio no metabolismo de ácidos biliares.
Quando há a redução de ácido clorídrico no estômago pode ser pelo avanço da idade, pelo histórico de colonização pela bactéria Helicobacter pylori ou o uso prolongado de inibidores de bomba de prótons. A hipocloridria pode levar a um aumento de infecção bacteriana, em especial por Clostridium difficile (causador da doença inflamatória intestinal), o que gera deficiência de B12, aumento de folato, além de estar associado à anemia, comprometimento de vitamina B12 pode levar a quadros de demência.
O caminho para o diagnóstico sempre começa pela investigação dos sintomas e dos fatores de risco. Destacam-se as 3 abordagens mais comuns:
1. Avaliação microbiológica quantitativa a partir de material aspirado do Jejuno
2. Técnica de teste respiratório após a ingestão de carboidratos (glicose e lactulose)
3. Verificação da resposta sintomática a uma administração tentativa de antibióticos
O método mais direto para identificar a população bacteriana do intestino delgado é a contagem de colônias anaeróbias e aeróbias do conteúdo luminal, trata-se de um método invasivo, de baixa reprodutibilidade, alto custo e risco mensurável.
Porém a dificuldades na medição direta da comunidade bacteriana no intestino delgado, e com isso foram criados testes indiretos para diagnosticar a SIBO e a má absorção de carboidratos.
Os testes respiratórios com mensuração de hidrogênio e metano, são hoje o método predominante para avaliar pacientes quanto ao superaquecimento microbiano potencial devido a sua simplicidade, segurança, não invasividade, disponibilidade e baixo custo.
Os testes terapêuticos com o uso de antibióticos também são usados para diagnosticar a SIBO, entretanto, não existe um padrão do tipo, da dose ou duração desses antibióticos, e as taxas de respostas variam muito.
Dessa forma, o tratamento é essencial para recuperar a condição da barreira intestinal, eliminar a causa raíz da degradação da barreira, que pode estar em hábitos alimentares, a administração correta de antibióticos.
Veja abaixo os principais fatores de risco para o desenvolvimento da SIBO:
> Estruturais/ anatômicos
– Divertículos no intestino delgado
– Estreitamento do intestino delgado (radiação, medicamentos, doença de Crohn)
– Alças cegas criadas cirurgicamente
– Ressecção da válvula ileocecal
– Fístulas entre intestino proximal e distal
– Ressecção gástrica
> Transtornos de motilidade
– Gastroparesias
– Dismotilidade do intestino delgado
– Doença celíaca
– Pseudo-obstrução intestinal crônica
> Síndrome do intestino irritável
> Distúrbios metabólicos
– Diabetes
– Hipocloridria
> Idade avançada
> Disfunções de órgãos
– Cirrose
– Insuficiência renal
– Pancreatite
– Estados de imunodeficiência
– Doença de Crohn
– Doença celíaca
– Desnutrição
> Medicamentos
– Antibióticos recorrentes
– Supressão do ácido gástrico
> Estilo de vida
– Consumo de alimentos agressores em pessoas suscetíveis
– Consumo excessivo de bebidas alcoólicas
– Baixa ingestão de água
– Deficiência no consumo de fibras
– Inatividade física
Além disso, quando se temos um intestino saudável, o SIBO é prevenido pelas ações do suco gástrico, da atividade enzimática do pâncreas, da motilidade do intestino delgado e do esfíncter ileocecal.
Ou seja, o melhor caminho é cuidar e nos prevenirmos da doença. Para isso precisamos combinar um estilo de vida saudável com acompanhamento médico. Para agendar uma consulta conosco clique aqui!